sexta-feira, 10 de outubro de 2008

- Apertem os cintos!

O que posso dizer, pessoal? - A alegria durou pouco.
A Bovespa que operava em leve alta no intraday , reverteu e fechou o pregão em - 3,92% aos 37080,03 pontos. Reflexo do DJ, Nasdaq e Europa, que puxaram a bovespa em suas direções, depois de passarem quase o dia todo em sentidos opostos.
Como vocês podem ver no gráfico abaixo o ibovespa segue em queda livre em um canal de baixa. Após vários testes, rompeu o suporte do canal na terça-feira dia 10. Formou-se então uma nova resistência freando mais ainda o índice (reta azul no gráfico).
O índice de força verdadeira também não sinaliza reversão, as Bandas de Bollinger abriram muito, com forte volatilidade. A menos que os ânimos melhorem e os clandes retornem ao canal superando os 41000,00 pontos, vai cair mais ainda. O índice vai testar mais um suporte histórico em 35000,00 pontos.
Essa sexta será um dia muito importante pra definir os rumos da bolsa.
Bons investimentos!
Andre Alves
(
andrealvlim@bol.com.br)

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

- O Dólar em foco.

Desde que o pacote de ajuda aos bancos se tornou o centro das atenções na economia, a moeda americana seguia a passos firmes em tendência positiva. Nas ultimas cinco sessões o dólar chegou a subiu mais de 21%.
Segundo um estudo da consultoria Economática, o real foi umas das moedas que mais se desvalorizou, em relação à moeda americana totalizando 53,4% de 1º de agosto até ontem.
Ontem a moeda americana abriu o dia em disparada de 5,97% nas negociações de balcão, cotado a R$ 2,45 e de 9,43% na BM&F cotado a R$ 2,53.
A quarta feira, 08 de outubro, foi marcada por uma ação do Banco Central para aumentar a liquidez no mercado. Estima-se que o BC brasileiro vendeu entre US$ 1,3 bilhão a US$ 1,5 bilhão. Após forte volatilidade as bolsas de Nova York, tiveram uma melhora à tarde, influenciada pelo o anúncio de cortes programados nas taxas de juros dos principais bancos centrais mundiais. Isso refletiu no mercado cambial de forma positiva, fazendo com que a tendência de alta fosse invertida no período da tarde.
No mercado externo o dólar também recuou. A ação tomada pelos BC mundiais serviu pra acalmar o mercado, à medida que congelam os mercados de crédito com o corte nos juros. Isso pode até gerar certo alívio, mas não podemos esquecer que o mercado financeiro é uma grande orquestra que precisa está com todos os instrumentos bem afinados e tocando a mesma música. Os preços das commodities, por exemplo, caíram ontem. O petróleo para novembro em Nova York caiu 1,23% para US$ 88,95 o barril. Logo caiu Petrobrás -, ADRs em baixa, Dow Jones em baixa e Bovespa... (pausa pra respirar!) -3,85%.
Mas não vamos nos desesperar, pois, sabemos que o fim do mundo ainda não está perto. Como eu já disse outra vez: faz parte! Enquanto escrevo esse texto 13h24min desta quinta-feira, a Bovespa opera em alta no intraday 2,06% aos 39389,374 pontos e o dólar recua a -3,97% cotado a R$ 2,203. Dow Jones e Nasdaq estáveis, se o dia continuar calmo, não vou gastar tanto com meu ADVFN esse mês. (rss!!)
Um lembrete: ibovespa tem suporte em 35.000,00 pontos.

Uma boa tarde a todos!!!
André Alves

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

- The Butterfly Effect

A terça-feira foi mais um dia marcado pela forte oscilação, nas bolsas ao redor do mundo. As medidas tomadas pelos Bancos Centrais não foram suficientes para acalmar o mercado. Aqui no Brasil o CMN autorizou a compra de carteiras de crédito de bancos mais fracos e instituições financeiras em dificuldades, pelo Banco Central através do redesconto. O mercado recebeu a notícia meio receoso. Afinal, isso é bom ou ruim? O que está por trás dessa decisão?
Apesar do discurso emocionado de nosso Presidente, que diz que a crise é dos americanos e que o Brasil está protegido dela, a crise é mundial. Vivemos num mundo globalizado e não há como negar o “efeito borboleta” das decisões e rumos tomados pelo mercado externo. Na verdade a repercussão no mercado brasileiro pode ser muito pior do que imaginamos, basta olhar como foi o pregão de ontem em relação aos papéis dos bancos na Bovespa: BBAS3 -5,84%, UBBR11 -1,83%, ITASA4 -3,20%, BBDC4 -0,59%, PINE4 -17,84% caíram geral.
É tudo causa e efeito, se por um lado o preço das commodities cai isso é bom para os EUA, pois, melhora a previsão de inflação, aqui no Brasil, ações da Vale (VALE5) e Petrobrás (PETR4) despencam e levam o Ibovespa junto. Mesmo com as medidas anunciadas na segunda feira para “prevenir” a crise no Brasil, bastou a sinalização de queda na taxa de juros americana, motivada pela declaração de Bem Bernanke (presidente do fed), afirmando que a economia americana desacelerou rapidamente, para disparar o preço do dólar aqui no Brasil. A próxima reunião do FED pra decidir os rumos da taxa de juros americana que atualmente é 2% ao ano é dia 29 de outubro.
Em minha opinião acho que o governo não quer que o pânico se instale por aqui e isso está certo, pois a crise financeira mundial é uma realidade, porém, muito pior é quando um assustado sai correndo e a “manada” vai atrás sem saber se ao menos de que estão fugindo. Hoje o mercado está procurando motivos pra justificar o seu medo e qualquer passo em falso, qualquer, boato é suficiente pra causar um efeito cascata na economia.
Ontem Dow Jones fechou o pregão em baixa de -5,11% aos 9.447,11 pontos. Todo investidor iniciante, sabe que DJ abaixo de 10.000,00 pontos já é motivo suficiente pra arrancar as madeixas (rsss!!).
Um bom dia a todos!!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

- Após 2 Circuit Breaker, Bolsa ruduz queda

A segunda-feira deve ficar para a história da Bovespa, embora o fechamento dos negócios tenha mostrado um cenário menos catastrófico do que se viu nas primeiras horas de pregão. O Ibovespa encerrou em baixa de 5,43% aos 42.100,79 pontos - a queda é inferior ao declínio registrado no fechamento do último dia 2, por exemplo, quando caiu 7,34%; mas a pontuação é a menor desde 5 de março de 2007 (41.179,6 pontos). O volume financeiro de hoje totalizou R$ 5,261 bilhões (preliminar).
Mais cedo, contudo, o mercado brasileiro viveu um dia pânico, contaminado pela forte queda dos principais índices acionário ao redor do mundo. A Bovespa acionou duas vezes o mecanismo de circuit breaker, o primeiro quando a queda bateu em 10%, aos 18 minutos de pregão - os negócios foram interrompidos por meia hora - e o segundo às 11h43, quando o índice derreteu até 15% e parou por uma hora, na terceira vez em que isso acontece em sua história. Excepcionalmente para hoje foi criado um novo limite de circuit breaker, que seria acionado caso ocorresse uma queda de 20%.
Na mínima, o Ibovespa chegou a registrar queda de 15,50%, aos 37.617 pontos - níveis de dois anos atrás. Na máxima, alcançou 44.502 pontos, com leve baixa de 0,03%.
"A situação é de pura falta de confiança", resumiu o gerente de renda variável de uma corretora no Rio de Janeiro. "A leitura é de que a crise norte-americana contaminou de vez a Europa. E, aqui, apesar de o nosso presidente dizer que estamos imunes, fazemos parte do planeta Terra. Assim, resta saber se vai ficar na 'marola' ou se estamos às portas de uma 'tsunami'", comentou.
Após a aprovação do pacote de ajuda ao setor financeiro norte-americano não animar os mercados na sexta-feira, com os investidores questionando como o plano será implementado e qual será a eficácia das medidas para proteger a economia de uma recessão, a falta de um consenso na formulação de uma proposta conjunta pelos líderes europeus no fim de semana para enfrentar a situação naquela região exacerbou as preocupações sobre a piora nas condições econômicas globais, gerando nova e forte aversão a risco, arrasando as principais bolsas internacionais.
Na Ásia, o índice Hang Seng perdeu 5% em Hong Kong e fechou aos 16.803,76 pontos, na menor pontuação desde 26 de julho de 2006. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei 225 encolheu 4,3%, e fechou aos 10.473,09 pontos - o menor nível de fechamento desde fevereiro de 2004. Na Europa, o londrino FTSE 100 caiu 7,85%, a 4.589,1 pontos, menor nível em quatro anos. O CAC-40, de Paris, perdeu 9,04%, a 3.711,98 pontos, menor patamar desde novembro de 2004.
Em Wall Street, o clima não foi diferente, com as bolsas também registrando fortes perdas. Na mínima, o Dow Jones chegou a cair 7,75%, aos 9.525,32 pontos; e o S&P-500, -8,30%, aos 1.007,97 pontos. Próximo do final das operações, contudo, os índices mostraram recuperação, reduzindo as quedas e beneficiando a Bovespa. O Dow fechou com queda de 3,58% (9.955,50 pontos) e o S&P-500 com recuo de 3,85% (1.056,89 pontos).
De volta ao mercado brasileiro, as maiores perdas registradas entre as ações que compõem o Ibovespa foram de: Rossi Residencial ON (-20,43%), B2W ON (-18,00%) e Aracruz PNB (-15,46%). Apenas dois dos 66 papéis que integram o índice fecharam em alta: Cyrela ON (+2,35%) e Transmissão Paulista PN (+1,03%)
No caso das blue chips Petrobras e Vale, as ações PN da estatal caíram 3,23% e as ON, -2,75%; enquanto as PNA da mineradora cederam 6,80% e as ON, -7,61.
O setor bancário também foi bastante castigado. De acordo com participantes do mercado, a preocupação de maiores surpresas em bancos de menor porte no País potencializava as más noticias vindas do exterior. Analistas ouvidos pela editora Sueli Campo no Cenário-1 também citaram que alguns bancos estão mais expostos a operações como as realizadas pela Sadia e Aracruz Celulose e algumas empresas estariam enfrentando dificuldades em liquidar essas operações devido ao empoçamento de liquidez. Nesse contexto, Bradesco PN caiu 6,58%, Itaú PN cedeu 4,74%, Unibanco Units perdeu 2,63% e Banco do Brasil ON desvalorizou-se 7,21%

Fonte: AE Broadcast
(e.um investimentos)